
"Scientific American" estréia no UOL antes de chegar às bancas
17/05/2002 19h52
Já está disponível no UOL o site da edição brasileira de "Scientific American", a mais tradicional publicação de divulgação científica e tecnológica do mundo. A primeira edição circulou em Nova York, em 1845, e hoje em dia a revista é publicada em 16 idiomas e 20 países, com mais de 6 milhões de leitores em todo o mundo. O site que estréia agora dá uma idéia ao público do que será a publicação no Brasil trazendo dez reportagens importantes publicadas recentemente nas edições da revista em todo o mundo. Entre outros temas, o site traz textos que discutem se assistir TV é um vício, o perigo que corpos celestes trazem para a vida na Terra, a segurança dos alimentos transgênicos e as novas tecnologias da fibra óptica.
Voltado para o público interessado em ciência e tecnologia, o novo site antecederá em três semanas o lançamento da edição brasileira da revista, que estará nas bancas em todo o País no próximo dia 7 de junho. A previsão é que a o site se transforme em um grande portal de ciência para o público brasileiro com formação universitária situado na faixa etária acima dos 20 anos, o mesmo da revista. Essa característica diferenciará os dois veículos das demais publicações de divulgação científica brasileiras, que são destinadas predominantemente ao segmento estudantil.
"A revista Scientific American é a publicação de divulgação científica e tecnológica de maior prestígio e credibilidade internacional", destaca o diretor da Duetto Editorial, Alfredo Nastari, responsável pela edição brasileira da publicação. "No Brasil, além de publicar o que as edições internacionais oferecem de melhor, vamos produzir material inédito a partir da vasta produção científica brasileira de relevância internacional", afirma Nastari. A edição brasileira terá 100 páginas em papel couché, elegantemente ilustradas, com uma tiragem inicial de 60 mil exemplares (auditados pelo IVC) e distribuição em todo o País. O elenco de colaboradores da nova resista reúne alguns dos nomes mais expressivos da ciência brasileira.
Crescimento No curto intervalo de duas décadas, entre 1981 e 2000, o Brasil passou da 28ª para 17ª posição no ranking mundial de produção de ciência. Nesta posição, o Brasil está à frente da Bélgica, Escócia e Israel, entre outros, e bem próximo da Coréia do Sul, Suíça, Suécia, Índia e Holanda. Segundo dados da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), em 2001 foram formados 6.300 novos doutores e 20.000 mestres, uma produção de novos pesquisadores maior do que países como a Itália, por exemplo. Atualmente, estima-se em 110 mil o contingente de alunos cursando pós-graduação no Brasil (mestrado e doutorado). Na seção "Ciência Brasileira", o site discute o desafio de incorporar essa grande quantidade de doutores no mercado de trabalho.
Conheça o Web site da revista "Scientific American" em http://www.uol.com.br/sciam/
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